quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

O que ver em Paris

Ir a Paris significa visitar a incontornável Torre Eiffel e a famosíssima Mona Lisa patente no Museu do Louvre. Mas Paris não é só estes dois marcos.
Paris é uma cidade carregada de cultura e de locais que pode visitar, independentemente do tipo de pessoa que é.
Dê corda aos seus sapatos e venha connosco conhecer os locais mais importantes e mais belos da Cidade das Luzes.

Monumentos


Uma vez em Paris, tente que a sua primeira paragem seja na Torre Eiffel.
Mandada construir para a exposição mundial de 1889, com planos para posteriormente ser demolida, tornou-se no cartão de visita de Paris, volvidos mais de cem anos desde a sua construção.

Apanhe o metro e saia na estação Bir-Hakeim (desça as escadas e à saída da estação verá de imediato a torre). Se por acaso optar pelo trajecto a pé, siga a margem do Rio Sena e facilmente a encontrará.


Quando optar pela subida à torre prefira um dia solarengo, (se possível) já que caso as condições atmosféricas não sejam as melhores, o terceiro andar da torre pode ser fechado ao público.
Vá cedo, se possível 1 hora antes da abertura da torre de modo a evitar as terríveis filas de espera para comprar o bilhete. Veja aqui o horário.
As bilheteiras são três, situadas por baixo de cada pilar. Apesar da existência de 4 pilares um deles é exclusivo a clientes do chiquíssimo restaurante Julio Verne situado no 2º andar da Torre.
Há relatos de pessoas que fazem uma reserva para o restaurante, entram por esse elevador com uma prova dessa reserva e uma vez no segundo piso nem entram no restaurante, só para evitar as filas!
Se for um desportista com bastante energia suba as escadas até ao segundo piso. Apenas pagará 4€.
Se no entanto preferir existe sempre a opção elevador. É uma opção mais cara mas mais convencional.
Não se confunda quando chegar à bilheteira e vir vários preços expostos. Fique a saber que o bilhete para o terceiro piso apenas é vendido no 2º andar, ou seja cá em baixo apenas comprará entrada para o 1º ou 2º piso (ambos com tarifas diferentes).
Só e apenas lá em cima é que é possível adquirir o bilhete para o último andar. Consulte aqui os preços e tarifas especiais para jovens e grupos.

Outro marco conhecido de Paris é o Arco do Triunfo. Saia na estação de metro Charles de Gaulle - Étoile.


Foi inaugurado em 1836 e foi mandado construir de forma a enaltecer as vitórias de Napoleão. Tem gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais.


Na sua base situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído em 1920.

Não tente atravessar a rotunda dos Champs-Elisées que para além de ser proibido é muito perigoso. Devido aos inúmeros acidentes que aqui aconteceram foi mandado construir um túnel próprio para a passagem dos turistas para visitarem o Arco do Triunfo.
Encontra-lo-a à saída do metro.


Pode também subir ao topo do Arco do Triunfo para apreciar as vistas e visitar o Museu inserido dentro do Monumento.
Custa 8€ a subida até ao topo mas para quem já subiu ou pretende subir a Torre Eiffel guarde esse dinheiro e gaste em souvenirs.
Desça o Arco do Triunfo e encontra-se na avenida mais conhecida de Paris e das mais caras do mundo.
Estamos a falar das Champs-Elysées.


Delicie-se com as montras e no caso de possuir uma carteira recheada de notas faça umas compras, quiçá comprar um modelo exclusivo da Peugeot, uma mala espampanante da Louis Vuitton, jantar numa das várias esplanadas e terminar a noite num show no Lido de Paris.
Se este não é o seu perfil então disfrute apenas das montras, coma na luxosa Mcdonalds e faça a digestão caminhando até ao fundo dos Campos Elíseos. Chegara assim facilmente à Place de La Concorde.
Antigamente era possível encontrar aqui uma guilhotina onde foram cortadas as cabeças a mais de mil pessoas entre elas Luis XVI e Maria Antonieta.
Tire uma foto, atravesse a rua e vá alimentar os patos e pombos no Jardim das Tulharias.
Esqueça uma sombra ou sentar-se na relva. Não existem sombras e é proibido calcar a relva. Se tiver sorte encontrara umas cadeiras livres em frente ao lago.

Museus

Já mais descansado e com energias recuperadas encontra-se a 5 minutos a pé do Museu do Louvre. Ir a Paris e não ir ao Louvre é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa. Seja bem vindo ao maior museu do Mundo.



Originalmente construído como um castelo no século XIII, no século XVI tornou-se na residência oficial dos monarcas franceses. Napoleão também residiu aqui e claro está no pátio do museu encontra mais um arco, du Carousel, que também serviu para enaltecer as suas vitórias.
Para além de ser conhecido como a casa da Mona Lisa também ficou conhecido após a controversa decisão do ex-Presidente da Republica François Miterrand de mandar construir as famosas pirâmides que permitiram uma maior entrada de modo a que as intensas filas de espera se tornassem mais diminutas.

Existem várias tarifas de entrada no Louvre sendo que as entradas são mais baratas a partir das 18h. Mas se gosta mesmo de arte e de contemplar com calma as peças artísticas reserve um dia inteiro para visitar o museu. Fique a saber que jovens com menos de 25 anos todas as 6ª não pagam entrada no Louvre a partir das 18horas. Dirija-se à famosíssima pirâmide e siga a fila de entrada.
Após a entrada e o controle intensivo de segurança irá chegar a uma espécie de centro comercial subterrâneo. Estude bem os mapas oferecidos nas inúmeras línguas disponíveis e decida qual a Ala por onde vai começar a sua visita.
Só nesse momento é que pagará a entrada no Museu.
Se viu ou leu o Codigo Da Vinci reconhecera de imediato a Pirâmide Invertida.

Se continua com vontade de ver museus entao sugerimos o Museu d'Orsay.
Saia na estação de RER com o mesmo nome ou saia na estação de metro Solférino e entra numa verdadeira estação artística. Após ter servido vários propósitos e em 1978 ter sido declarado um monumento histórico, em 1986 foi finalmente declarado como um Museu que abriu as portas ao público a 8 de Dezembro desse mesmo ano.
Nele podemos ver várias obras de arte provenientes de diversos museus e que datam entre os anos 1848 e 1914. Os preços variam entre os 7 e os 10€, consulte aqui os horários, tarifas e formas de chegar.

Outro museu que não pode perder é o Pompidou. Considerado por muitos parisienses como uma vergonha, a arquitectura do Museu Pompidou nunca agradou aos habitantes locais já que é caratcterizado por uma arquitectura pós-moderna onde as tubagens que supostamente deveriam estar tapadas do público encontram-se todas à mostra. Têm várias várias cores e cada um representa tubos ar condicionado, água, etc.
É um edifício que é facilmente visto no topo da Torre Eiffel já que se destaca no meio da cidade.
O centro alberga o museu, teatro e cinema. Veja aqui os horários e preços de entrada. A saída de metro é a de Chatellet Les Halles.
À saída do metro basta seguir as placas indicativas e facilmente o encontra. Pelo caminho, se sentir necessidade, aproveite para matar saudades de um latte do Starbucks que também aqui se encontram sucursais.

Foi em Paris, a cidade do amor, que a Princesa Diana perdeu a vida. Se quer seguir os últimos passos da princesa entao dirija-se até à Place Vendome. Nesta praça encontramos o Ritz onde Diana e seu namorado estiveram hospedados.
No centro desta praça existe um outro obelisco, uma vez mais, mandado erigir por Napoleão para celebrar as suas vitórias.
Esta é a praça mais chique de Paris onde pode encontrar lojas da Chanel, Cartier e outras lojas de estilistas.
Fica a norte do Jardim das Tulharias e é um pouco complicada de encontrar. Saia na estação de metro das Tulleries ou de Madeleine. Terá de ter paciência e perguntar aos locais as direcções. Não se esqueça de treinar o francês.

O famoso túnel onde a princesa perdeu a vida não fica muito longe.
Mesmo à saída da estação de metro Pont de L'Alma, verá um pequeno monumento em forma de chama onde vários turistas deixam as suas dedicatórias à Princesa do Povo. Engane-se se pensa que este é um monumento em honra da princesa. Este já existia anteriormente ao factidico acidente mas que agora foi transformado como uma comemoração à vida de Diana.



Já que está por estes lados atravesse a Pont de L'Alma, a mais antiga de Paris, e passeie pelas margens do Sena até chegar a Torre Eiffel.
Aproveite para tirar magnificas fotos.

Nas escadararias em frente à torre pode encontrar várias companhias que oferecem um passeio de cerca de 1 hora pelo Rio Sena. Opte pelas companhias que se encontram do lado direito (se estiver voltado de costas para a torre) já que praticam preços mais apelativos e de igual qualidade às que se encontram do seu lado esquerdo, que chegam a ser bastante mais caras.
A nossa sugestão recai sobre a companhia Bateaux Parisiens. Bons preços e óptimos guias. Faça um belo sorriso antes de entrar para o barco porque depois pode adquirir a foto que lhe vão tirar.


Prefira a hora do crepúsculo já que não há nada de mais romântico do que acompanhar o pôr-do-sol parisiense a bordo de um barco no Rio Sena e com uma banda sonora fantástica de fundo.

Igrejas


Quem já viu um mapa da cidade de Paris já deve ter reparado que existem duas ilhas no meio do Rio Sena, a Ile de la Cité e a Ile de St Louis. A mais importante, na nossa opinião, é a Ile de la cité onde se encontra a catedral de Notre Dame.


Construída no século XII em honra de Maria. Com estilo gótico ao longo dos tempos foi sofrendo várias alterações conforme os estilos predominantes na altura. Daí que ao olhar para a catedral veja vários géneros arquitectónicos misturados. No seu interior encontra um dos maiores orgãos musicais do mundo, dos quais 32 tubos ainda são os originais do século XIV. No exterior da catedral, na praça Parvis encontra uma placa de bronze que é o Ponto Zero a partir do qual todas as distâncias das estradas francesas são calculadas.
Foi esta catedral que inspirou Vitor Hugo a escrever o seu clássico Corcunda de Notre Dame.
A entrada na catedral é gratuita mas se quiser ter uma visita audio guiada basta adquirir um aparelho electrónico na entrada por 5€. Existem várias idiomas disponíveis.
Se quiser pode também subir as torres da catedral. Basta seguir a fila de pessoas à espera. Os preços variam. Consulte aqui os horários e as várias opções de visita disponíveis e tarifários.

Quem viu o filme ou leu Código daVinci de Dan Brown deve recordar-se da Igreja de Saint Sulpice e da famosa linha da Rosa que cruza a igreja. De facto existe uma linha que a atravessa e que termina numa placa no chão (que Silas quebra e encontra uma transcrição da Bíblia).





Segundo o guia da Igreja tudo que está escrito no livro em relação à linha e ao seu sentido é mentira. Nem sequer nunca foi o primeiro meridiano mundial.


Veja aqui a nota de imprensa que a Igreja escreveu em relação às alegações do livro.




Este guia, já com alguma idade, é bastante simpático e está sempre disponível para responder a dúvidas e questões dos turistas.
Tal como na Catedral de Notre Dame também aqui se encontra um dos maiores orgãos musicais do mundo.
A Igreja de Saint Sulpice fica situada a Sul (se vem dos Jardim de Luxemburgo), de lá vire à direita e logo no cruzamento vai encontrar uma placa indicativa da Igreja. Fica a 3minutos a pé.

Outra das igrejas que não pode perder é a Sacré Coeur.

Sacré Coeur ou a Igreja do Sagrado Coração fica no monte de Montmartre daí que mesmo do centro da cidade consiga avistar a cúpula da igreja no cimo.
Para chegar a Sacré Coeur apanhe o metro e saia na estação de Abesses ou de Anvers
Em frente a esta é possivel apreciar uma vista sobre a cidade de Paris de cortar a respiração. Simplesmente fantástica e se tiver sorte ainda apanha um músico que toca harpa na escadaria da Igreja. A banda sonora perfeita para aquele momento. Fenomenal!!

Aproveite e veja as lojas de souvenirs que aqui conseguem ter preços um pouco mais baixos dos que no centro de Paris, mas diferenças mínimas. Para subir ao cimo da colina onde está a Sacré Coeur tem duas opções: subir uma longa escadaria onde é constantemente abordado por vendedores ambulantes onde tentam vender pulseiras caríssimas e que sinceramente mais vale gastar numa baguette, ou o funicular. Esta opção é gratuita para os portadores do cartão de metro Paris Visite, senão tem de pagar cerca de 1,40€ (por trajecto).
Depois de visitar, na nossa opinião, a mais bela igreja de Paris, caminhe até Montmartre e se tiver dinheiro para isso faça o seu retrato num dos vários artistas espalhados à porta de uma esplanada. Pode tentar negociar mas eles não baixam dos 20€.

Jardins


Como qualquer cidade europeia desenvolvida também Paris tem vários espaços verdes onde pode descansar depois de uma caminhada e quiçá fazer um piquenique.
Destacamos dois jardins: Luxembourg e Trocadero.

O Jardin de Luxembourg é considerado o Hyde Park francês. Fica situado no 6º arrondissement e para chegar lá saia na estação de metro do Odéon ou use o RER e saia na estação Luxembourg.


Caracterizado por uma vasta gama de flores é a casa do Palácio de Luxembourg. Este foi mandado construir por Maria de Medicis que após o assassinato do seu marido Henri IV decidiu abandonar o Louvre e mandou construir o palácio como uma réplica do Palácio onde cresceu em Florença. O Jardim de Luxemburgo foi terminado em 1625.
É o local perfeito para relaxar, observar as pessoas que por lá passam e se tiver crianças aproveitar o parque infantil e os ponéis que se encontram no topo da escadaria do jardim.


O Jardim do Trocadero fica em frente à Torre Eiffel. Basta atravessar a ponte Champ de Mars. Neste jardim costumam acontecer várias feiras onde são dadas ofertas aos visitantes. Normalmente a entrada é gratuita por isso aproveite.

Diversão


Dos vários tipos de diversão que existem em Paris damos 3 exemplos diferentes do que pode fazer.

Se quer algo mais calmo e com glamour sugerimos a Opera de Paris.
O nome pode sugerir uma opção cara, mas desengane-se. Todos os dias de espectáculo uma hora antes são vendidos os bilhetes entre 5 e 10€. Leve é na mala uma roupa menos turística já que pode ter problemas com o "Dress Code".
A Opera de Paris ou Opera de Garnier fica situada à saída de metro Opera. Não confundir com a Opera de Bastille.


Se quer algo mais jocoso e diferente sugerimos o famoso cabaret Moulin Rouge.
Fica situado à saída de Blanche.
É uma opção bastante cara, ronda os 100€ e não é nada do que aparece no famoso filme da Nicole Kidman. As bailarinas são decadentes, o serviço deixa a desejar e a comida é péssima. Se mesmo assim não se importa de gastar essa quantia de dinheiro e depois ao chegar a casa poder dizer que viu um espectáculo no Moulin Rouge, então divirta-se.

Se no entanto prefere algo mais jovial então o seu destino é o Quartier Latin. Aqui existem várias esplanadas com menus, onde para além de saborear o fantástico queijo francês pode assistir a espectáculos musicais de rua ou até mesmo ir até um bar frequentado por estudantes da Sorbonne.

Compras


Fazer compras baratas em Paris é uma ilusão!
Mas se mesmo assim quer tentar experimente a feira de Clignancourt. Fica à saída do metro com o mesmo nome. É uma espécie de feira da Ladra. Aqui pode encontrar de tudo mesmo. Desde artigos usados com 50 anos (alguns num estado lastimável) ou artigos modernissimos. Vende roupas, decoração, electrodomésticos, produtos alimentares, antiguidades, etc.
Tenha é bastante cuidado com os seus haveres já que é uma zona algo questionável e tenha também atenção por onde vai pois a feira é enorme e muito fácil de se perder. Acontece todos os sábados, domingos e segundas todo o dia.





Um género diferente são as Galerias Lafayette.

Semelhantes à cadeia "El Corte Inglês".
Aqui pode comprar roupa, géneros alimentares, calçado e se quiser suba as escadas até ao último andar e aproveite as vistas sobre a cidade.





São 10 andares onde pode gastar os seus euros em prendas.
Saia no metro Havre-Caumartin ou Opéra.

Claro está, para os bolsos mais cheios tem sempre os Campos Elíseos e a Place Vendome.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Como se Deslocar em Paris

Paris é uma cidade que deve ser apreciada a pé!
Tal como muitas outras cidades europeias, o seu esplendor revela-se em cada caminhada.
Existem boas opções ao nível dos transportes públicos, nomeadamente uma boa relação de camionetas e uma linha de metro eficaz.
No que diz respeito ao metro da capital gaulesa tem um grande senão: os cheiros!
Em Paris, de um modo geral, as pessoas não têm muito cuidado com a higiene pessoal e isso transparece facilmente num espaço fisico fechado em que estejam presentes mais de 4 pessoas.
O metro é o pior exemplo desta afirmação.
Apesar de ser rápido, prático, de fácil compreensão ( em 30 minutos percebera como funciona a rede e não terá dificuldade em deslocar-se) é extraordinariamente sujo, as pessoas tresandam e apesar de seguro deixa uma sensação de insegurança.
À partida, quando tiver pela primeira vez um mapa do metro de Paris na mão, vai achar um pouco confuso, pois em Paris as ligações de comboio e de metro estão anunciadas no mesmo mapa e existem centenas de estações nas dezenas de linhas.



A RAPT, empresa responsável pela gestão deste transporte na cidade disponibiliza vários tipos de passes e um serviço entre as 5.30h e a 1.00h com frequências, em média, entre 3 e 8 minutos.

O paris visite é o passe ideal para quem deseja flexibilidade, pois não tem limite de viagens para os dias e zonas que for válido e permite viajar também em toda a rede suburbana de comboios, no funicular de Montmartre e em toda a rede de autocarros, mesmo na nocturna.
Existe na versão de 1,2,3 ou 5 dias consecutivos e para as zonas 1-3/1-5/1-8.
Para toda a zona central de Paris, onde estão os locais de interesse, o passe ideal é o entre as zonas 1 e 3.
O passe entre as zonas 1 e 5 é ideal para quem queira visitar o Palácio de Versailles na zona 4 ou a Eurodisney na zona 5 ou para quem vem dos aeroportos Charles de Gaulle (5) ou Orly (4).




Aqui pode ficar com uma ideia das tarifas para este Passe.


Existe no entanto a possibilidade de comprar um bilhete único.
Se assim o desejar saiba que custa 1.40€ e que pode comprar também um "Carnet" (conjunto) de 10 bilhetes simples por 10.90€.
São válidos também no funicular, comboios e nos autocarros.

O passe Mobilis é outra opção para permanências mais curtas na cidade francesa.
Tal como o nome indica, permite-nos viajar com toda a mobilidade para o dia escolhido.
A versão mais barata serve para as zonas 1/2 e custa 5.50€ por dia.

O mais barato de todos os passes para conhecer a cidade é o Hebdo ou Carte Orange.
Custa 16€ para as zonas 1/2 ou 21.20€ para as zonas 1/3 para uma semana.
Tem um senão.
Ao contrário do paris visite que é válido a partir do dia em que compra, neste, a sua validade tem inicio todas as segundas feiras.
Por isso se chegar à cidade a uma quinta ou sexta-feira não sera de certeza a melhor opção.

Se pretende saber as distâncias entre uma certa estação de metro e outra, em qualquer cidade da Europa, Paris incluída, use o link de sites úteis do lado direito do nosso blog "Calcule a distância do metro".

Se quiser ir conhecer a noite de bruxelas existe um bilhete que pode ser comprado online na barra direita do nosso blog da empresa Thalys.
É um serviço de comboios de alta velocidade que o coloca rapidamente em Bruxelas.
Custa 30€ ida e volta mas tem de usa-lo em menos de 24 horas.





Um comboio de 2 andares, muito frequentes em Paris.






Se pensa alugar um carro, repense a sua estratégia, pois é muito complicado estacionar, o trânsito é complexo e perdera muito do seu tempo útil no tráfego citadino.

Em susbtituição do carro, e se não gosta do metro, utilize os autocarros em Paris que são limpos, frequentes e fáceis de o colocar em qualquer sitio (um pouco mais demorado que o metro é certo) mas fica a conhecer melhor a cidade.

Para finalizar fique com alguma noções importantes.
É provável que durante a sua estada em Paris o abordem na tentativa de lhe venderem um bilhete de metro com a justificação que não foi usado.
Não compre porque é um truque muito utilizado para enganar os turistas.
Viaje sempre com os seus pertences debaixo de olho (válido para todas as cidades) e evite o contacto visual fixo com os árabes que procuram sempre problemas.
Os passes em Paris dão a ideia que foram feitos para se perderem facilmente.
Não têm mais de 5cm. Guarde-os sempre num local seguro pois é muito fácil perde-los.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Como chegar a Paris

Se vive em Portugal e se pretende ir a Paris passar uns dias mas não quer gastar muito dinheiro na viagem de avião então a opção é a Ryan Air que parte do Porto ou a Easy Jet que parte de Lisboa.
Se vem de outra parte do mundo basta ver de onde partem estas companhias lowcost e fazer o seu itinerário ideal. Tem também outras companhias lowcost à sua disposição basta clicar nos links expostos na nossa barra lateral direita.
Como já referimos em publicações anteriores, através destas companhias pode ir visitar a Cidade da Luz por cerca de 80€, ida e volta e já com taxas incluídas, basta marcar com alguma antecedência.

Paris é servida por vários aeroportos sendo que o destino das lowcost normalmente seja no aeroporto de Beauvais.
Se assim for saiba que este aeroporto fica situado a cerca de 80km do centro de Paris.


Quando lá chegar não se assuste se aquilo lhe parecer um galinheiro.
É extraordinariamente pequeno, os abrigos da chuva para chegar ao local onde vai buscar a sua bagagem são de plástico (muito parecidos com uma cobertura de estufas de flores), o local de recolha das malas é minúsculo onde o tapete é tão pequeno que as pessoas andam em cima dele para irem buscar a respectiva mala, os wc’s são imundos e quando tem os seus valores em sua posse basta sair porta fora que já está no parque de estacionamento sem ter de mostrar a identificação a ninguém. E não se espante também se quando tiver a chegar ao local das bagagens entrarem os familiares de alguns passageiros pelo sitio dentro. Não há mesmo segurança nenhuma.


Chegado a Beauvais e sem boleia de nenhum familiar não se preocupe. Tem duas opções para chegar ao centro de Paris. Ou aluga um carro ou vai de camioneta.

Se a sua escolha recai sobre a primeira opção dirija-se ao posto da Sixt situado no meio do parque de estacionamento do aeroporto e alugue um carro por um preço minimo de 20€ por dia, já com seguro incluído.
Esta agência tem também a opção de alugar um smart por 5€ por dia mas que nem sempre está disponível online. Dirija-se lá e questione-os sobre essa opção.

Mas se a sua opção é a camioneta então siga a fila de viajantes que se dirige a um pequeno quiosque situado à saída do aeroporto (mal sai do aeroporto vê indicações para o respectivo quiosque) onde é possível comprar o transfer para o centro de Paris (para Porte-Maillot) por 13€ por pessoa e por percurso.

As saídas com destino á capital francesa acontecem a cada vinte minutos após a chegada de cada voo e o regresso do centro de Paris é feito três horas antes de cada partida em Porte Maillot.



O preço do bilhete é um pouco elevado tendo em comparação outras capitais europeias onde esse pode ser o valor total dos dois trajectos, mas já está em Paris!
A viagem dura cerca de 90 minutos e as camionetas são bastante cómodas.
Aproveite para descansar um pouco.


Existe também a opção de alugar carrinhas privadas mas essa solução só se torna rentável se viajar com um grupo numeroso.

O aeroporto de Orly é o mais central de todos a apenas 14km do centro de Paris.
Se este foi o seu destino não vai ter muitas dificuldades visto que tem a opção metro mesmo á porta. Não tem custos extras em transfers já que no próprio aeroporto vendem o bilhete de metro que o coloca no centro de Paris (Gare-du-Nord) em cerca de 30 minutos, tem é de fazer várias ligações de metro.
A ligação ao centro é feita pelas linhas B e C da RER.


A outra possibilidade é o aeroporto de Charles de Gaulle, o maior e mais conhecido dos três e que é apelidado tambem por aeroporto de Roissy.

Fica a 23km do centro da cidade e tem também uma estação de TGV no seu interior.
Existe um serviço regular de autocarros para o centro que circula a cada quinze minutos, entre as 6h e as 22.30h.
Transporta-o dos terminais do Charles de Gaulle até ao districto da Ópera, bem no centro de Paris, em apenas 45 minutos.
Para voltar ao aeroporto existe também um serviço, este a cada 10 minutos, e que circula entre as 5.50h e as 23h com partida da Place Charles de Gaulle, via Port Maillot e o destino são os terminais 1 e 2. Demora cerca de 40 minutos.
Existe para além deste serviço um outro que circula de Montparnasse, via Gare de Lyon entre as 7:00h e as 21:30h e leva 50 minutos até ao aeroporto.

Se optar pelo comboio, saiba que este aeroporto foi um dos primeiros da Europa a ter um sistema integrado de TGV e RER o que permite chegar ao centro em 40 minutos.

A Eurodisney fica a apenas 10 minutos e Bruxelas a menos de uma hora.
Os comboios partem a cada 15 minutos, com maior frequência nas "horas de ponta".

A linha B no terminal 2 liga o aeroporto á estação da Gare du Nord, onde uma vez aí não faltam ligações com o metro.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Comer em Paris



Paris é mundialmente conhecida pela sua gastronomia.
Tem alguns dos melhores restaurantes da europa e Chefs premiadamente reconhecidos.
Mas como sempre ouvimos dizer que "o que é bom sai caro", a capital francesa também não é excepção.
Comer em Paris de forma económica é tarefa árdua e nem sempre se torna possível.
O estilo de vida parisiense é um dos mais caros de toda a Europa e isso reflecte-se também à mesa.

Mas vamos por partes.
O "petit dejeuner" (pequeno almoço), pode custar tão caro como uma refeição em Portugal.
Se o hotel tiver o pequeno almoço incluído aproveite, pois tera direito a um par de croissants, umas manteigas e compotas, sumo de laranja e pouco mais.
Mas se não fizer parte do preço, então evite tomá-lo dentro do hotel ou pousada pois será um desperdicio de dinheiro e custar-lhe-a entre 10 a 20€, salvo raras excepções.
Levante-se mais cedo e vá a uma daquelas "patisserie" ou "boulangerie" (pastelaria ou padaria) e experimente algo tipicamente francês (tem de experimentar as magnifícas baguetes)!
Na saída do metro de Forum des Halles (curiosamente é também a maior zona comercial subterrânea da europa), existem umas vielas com diversas roulotes e bancas onde pode comprar por apenas 2€ até 4 panikes com recheios diversos (experimente os de chocolate).
É na mesma saída que á sua esquerda encontrara uma banca especializada na venda de gomas e que tem o refrigerante mais barato de Paris.
Uma Cola Cola de lata custa 1€, enquanto que em qualquer supermercado custara 2.5€ e nas zonas mais turísticas uma nota de 5€ pode não ser suficiente.Abasteça-se.

Para almoçar ou jantar uma boa opção é a cadeia francesa Hippopotamus, um restaurante com um serviço grill espectacular, começando nos bifes e acabando no entrecosto.
Se aprecia este tipo de comida, e não só, então vá a um destes restaurantes e por 14.90€ por pessoa (o que em Paris é um preço espectacular), pode provar as entradas, prato principal ou sobremesa!
Por 18.90€ experimenta as três coisas!
As crianças têm menus a partir dos 7.5€ e existem menus com descontos para estudantes.
Consoante o "menú" que escolha pode por estes preços incluir desde a bebida até ás sobremesas.
Estes restaurantes são famosos por servir a qualquer hora sendo que os da zona da Opéra, Clichy e Montparnasse so fecham ás 5h da manha.

Outra excepção no centro da cidade são os restaurantes no quarteirão latino, ou como os franceses gostam pomposamente de chamar, o Quartier Latin (arrondissements 5 e 6).
Por cerca de 20/25€ por pessoa (nunca menos) conseguira arranjar um lugar num restaurante nesta zona.
É aqui que estão fixados os restaurantes gregos, os tasquinhos franceses típicos e as sandes mais baratas da cidade.


Uma opção mais leve mas igualmente barata para uma refeição ligeira enquanto visita os locais mais importantes fala português.
Fica junto do "Moulin Rouge", na saída do metro de Pigalle e mesmo ao lado do famoso cabaret, existe uma banca propiedade de uma portuguesa e de um senhor francês que fazem cachorros e crepes de chorar por mais a preços portugueses! O cachorro custa 2€ e os crepes entre 1.5€ e 3€ com vários recheios.

Se quiser mesmo economizar, então compre uma baguete e uma garrafa de vinho e disfrute-as numa das margens do rio Sena.
Sem dúvida uma das melhores opções e muito recorrente entre os nativos.

E é claro que as famosas cadeias de comida rápida também estão bem presentes na capital.
Nas Mcdonald's um menu normal custa 6.40€, o que apesar de parecer caro aos olhos de um português, são valores baratos para um turista.
O pior vai ser mesmo pedir, se tiver dificuldades com o idioma, pois os franceses não falem e não se esforçam minimamente por entender qualquer coisa que não seja falado na língua deles.
Experimente a Mcdonald's dos Champs Elysees pois tem muita classe e glamour.
Se não domina a língua, fique com o nosso conselho e tente pelo menos entrar no pedido com um "Bon Soir".

Mas se a sua vontade é mesmo sentar-se junto daqueles turistas que almoçam ou jantam no requinte duma esplanda parisiense, então prepare-se para desembolsar alguns euros!

Um jantar desses nunca saira por menos de 40€ por pessoa (muitas vezes ainda sem o vinho) mas é uma experiência única.


Mesmo durante o inverno os franceses fazem questão de ter estas esplanadas montadas e usam-nas com frequência.
Experimente e sinta-se um parisense!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Alojamento em Paris

Se está a pensar visitar Paris e procura alojamento barato, com boas condições e centralizado, esqueça porque tal não existe.
Ficar alojado em Paris a preços convidativos requer muito esforço e uma pesquisa intensa.
Mas nós damos uma ajudinha.
O que nós recomendamos são os hotéis Formule 1 ou os Etap.
Pertencem à cadeia dos hotéis Íbis e geralmente isso significa alguma qualidade.
Os Formule 1 são hotéis mais centrais que os Etap, sendo que o segundo é mais aconselhável para quem tem carro.







Aqui pode ver a localizaçao dos Formule 1 disponíveis pela cidade.



Existe um Formule 1 muito bom em Saint-Denis, em frente do Stade de France, estádio nacional francês (junto de um Drive in da cadeia Mcdonald's), que fica a 3 minutos a pé da estação de Saint-Denis e a duas estações da Gare do Nord (centro de Paris).
Nesta companhia espalhada pela capital os preços são bastante acessíveis (entre os 35€/50€ por quarto até 3 pessoas) e todos eles são quartos triplos, tem uma cama de casal e uma de solteiro.
Os quartos não são sinónimo requinte, mas têm televisão e lavatório.
Os chuveiros e wc’s são partilhados mas são muito limpos e não tem de pagar um valor extra por querer tomar banho (é muito habitual hotéis no centro de Paris pedirem um valor extra – cerca de 2€ - por cada duche que decidir tomar, outros são um pouco mais simpáticos e oferecem só duche de boas vindas!) .
Não admira porque terão sido os franceses a inventar o perfume!
O pequeno-almoço não está incluído no preço mas por apenas mais 3.90€ por pessoa pode desfrutar de um pequeno-almoço em forma de buffet.

Outra boa opção é o Mije Hotel, uma pousada/hotel cujos valores variam entre os 28€ e os 45€ por pessoa.
Fica pertíssimo do Centro Pompidou e se não quiser procurar um restaurante este hotel tem um cujas refeições custam apenas 10,50€.


Uma opção mais central são os hotéis Íbis, mas uma opção mais dispendiosa já que terá de desembolsar cerca de 90€ por quarto duplo e sem pequeno almoço incluído.
Dentro destes preços e localização o Hotel Luxour não é de descurar.


Mas se procura algo mais sofisticado então reserve o seu quarto no Hotel Lê Tourville onde por cerca de 150€ por noite terá todo o luxo e requinte que deseja.


Se procura outro género de alojamento onde pode conhecer gente de vários locais do mundo então a opção são os já conhecidos hostels.

Recomendamos o hostel Peace and Love onde os funcionários são muito simpáticos e esforçam-se para falar em inglês, tarefa algo complicada em vários locais parisienses, muito central (10 minutos a pé do Louvre), tem várias actividades semanais desde tours à cidade a jantares de gala. Os preços são muito acessíveis, rondam os 25€ por pessoa.
O que quer que decida afaste-se do Hostel Richard já que aqui juntamente com a tarifa diária terá de pagar um extra por lençóis (3€) e que não serão mudados senão pagar outros 3€ e não tem pequeno almoço, já para não falar da péssima localização e falta de segurança.


Uma zona de Paris que aconselhamos a evitar para se alojar é na área de Pigalle / Clichy (onde está situado o Moulin Rouge e várias casas de prostituição) visto que de noite torna-se um local algo perigoso.
É um dos arrondissements com maior indíce de criminalidade da cidade e onde facilmente somos reconhecidos como turistas.

Como pode constatar o alojamento em Paris não é muito barato mas dentro das escolhas possíveis e dos preços existentes o preferível será ficar num hotel menos central que os hostels e assim não ter de partilhar o quarto com 8 pessoas diferentes.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Paris



Paris é conhecida como a Cidade das Luzes sendo uma das capitais mais visitadas do mundo.
É a segunda metrópole europeia mais populosa.


É, talvez, a cidade europeia mais romântica onde pode passear nas margens do Rio Sena, subir a Torre Eiffell e namorar, muito. Para além desta característica romântica é também uma cidade bastante cultural, basta ter um dos museus mais conhecidos do Mundo com a obra de arte mais famosa de Da Vinci.
Falamos do Louvre e da Mona Lisa.
A cidade está curiosamente divida em 20 "Arrondissements" municipais que são um género de divisão administrativa.
Qualquer altura do ano é uma boa opção para visitar a cidade e provar a sua gastronomia de renome mundial.
A par de Tóquio, Nova Iorque e Londres, Paris é das cidades mais importantes do Mundo.

domingo, 31 de dezembro de 2006

O que ver em Roma

Roma é uma cidade muito italiana, dedicada á cultura e bastante enraizada em volta dos seus tempos aúreos de centro imperial.
A presença da sua grandeza do passado encontra-se estampada ao virar de cada esquina e o requinte está marcado nas elegantes fontes espalhadas em cada praça.
O seu handicap, será muito provavelmente o rio Tibre, que não tem o glamour esperado de uma cidade europeia.

Em Roma comece por visitar a Piazza Venezia, um monumento em honra do Rei Vittorio Emanuelle II, com mais de 150 anos e que hospeda também o soldado desconhecido.


Fica numa praça ladeada de jardins, perto do Palazzo Venezia, onde da varanda Mussolini proferia os seus discursos, e no seu topo consegue excelentes fotografias do coliseu de roma e do fórum romano.
Tenha cuidado pois na área existem muitos senhores vestidos de gladiadores demasiado prontificados a tirar uma foto consigo, já que cobram 5€/10€, no final da fotografia dependendo do aspecto do turista.


Se visitar o topo deste monumento chegara á Piazza Campidoglio, uma praça idealizada por Michelangelo, onde fica o museu capitolino onde é possível visitar a loba que alimentou, segundo a lenda, Rómulo e Remo, os fundadores da cidade.

Mais a oeste e a 100m dali, no meio de um vale, entre o monte palatino e monte capitolino, fica o Fórum Romano, que em tempos foi o centro das decisões imperiais.
Aí é possível visitar a Ara di Cesare, onde ainda hoje os turistas prestam homenagem ao grande imperador, e ver ruínas incrivelmente preservadas de toda a antiga cidade.
Percorra todo este trajecto e imagine-se a voltar atrás no tempo e a viver na era do Império Romano.
Á saída fotografe o Arco de Constantino.


Esta é uma zona particularmente histórica que dispõe de diversos locais de interesse.
Como tal decidimos deixar aqui a vista aérea do quarteirão para que possa facilmente identificar e decidir o percurso que mais lhe convém visitar.


Mesmo ali ao lado, fica uma das maravilhas do mundo, o Coliseu de Roma.
Construído como palco de lutas para agradar ás classes mais elevadas da sociedade e para distração dos Imperadores é hoje um museum ao ar livre, onde por 11€ é possível visitar o seu interior.
Se tem intenção de o fazer, compre primeiro o bilhete conjunto no panteão romano, que habitualmente tem menos gente, e evite assim as filas para entrar.
Construído á cerca de 2000 anos o Coliseu é ainda hoje uma obra impressionante.
Tem 50 metros de altura, 185 metros de largura e nos seus tempos aúreos, tinha capacidade para 50 mil visitantes.


A menos de 5 minutos a pé do Coliseu e na direcção de Este vai encontrar o Circus Maximus, actualmente um parque público que muitos romanos usam para passear com os namoradas ou levar o cão.
Mas o Circus Maximus já foi em tempos muito grandioso.
Construído 600 anos A.C. era aqui que tinham lugar os antigos jogos romanos.
Como era um sitio tão popular entre o povo romano era frequentemente sujeito a obras de expansão.
Daí a sua grandeza.




Tinha 600m de comprimento e 225m de largura, com uma capacidade para 385 mil espectadores (actualmente seria o triplo do maior estádio de futebol do mundo).





Quem vai a Roma, seja ou não cristão tem de visitar o Vaticano.


O Vaticano tem 44 hectares e é nação independente mais pequena do mundo.
Tem o seu própio serviço de correios (de onde não se pode esquecer de enviar um postal para a família), a sua própia farmácia e até um multibanco em latim.
É governada pelo Papa, que por sua vez é eleito pelos cardeais vigentes, e é o centro do poder cristão.
Em seu redor existem os Jardins do Vaticano, a Basílica de São Pedro e o Museu do Vaticano que contém a fabulosa Capela Sistina.




A Basílica de São Pedro, onde todos os Domingos o Papa Bento XVI celebra a missa.



A entrada na Basílica de São Pedro é gratuita, no entanto pagara com algumas horas na fila o esforço para puder tirar algumas fotos no seu interior.
Lá é possível ver o Altar gigante onde só o Papa pode celebrar a missa, visitar as lápides dos Papas anteriores, ou subir ao topo da Basílica de onde se têm uma vista de cortar a respiração.
Se quiser subir ao cume, não pode sofrer de claustrofobia (o acesso até ao topo é apertado) e tem de pagar.

Mesmo ali ao lado pode visitar o Castel Sant'Angelo.

Actualmente funciona como Museu, mas o miradouro que domina a vista da parte antiga de Roma, já foi residência de Imperadores, Fortaleza dos Papas e Prisão datando de 123 D.C.



Diz-se que existe um túnel subterrâneo desde a Basílica de São Pedro até ao Castel Sant'Angelo para permitir a salvação do Papa em caso de ataque.

Mesmo em frente ao castelo existe uma ponte, a ponte de Sant'Angelo.
Mandada construir pelo Imperador Adriano, esta magnífica ponte é ladeada por Anjos em toda a sua extensão.

Uma visita nocturna a este castelo de planta circular é também de não descurar.
O bilhete custa 5€ (valor que pode ser mais alto em acontecimentos especiais) e pode ser comprado online.

Outro local no Vaticano que não pode perder são os Museus do Vaticano.
No entanto terá de ter muita paciência, pois a fila para este local de culto turista, atravessa 3 ruas e pode chegar a 4 horas de espera.
O pior disto tudo é que o simples turista que está na fila é facilmente ultrapassado por grupos com guia que têm prioridade (mas que também são muito caros) e quando parece que estamos prestes a entrar, a fila á nossa frente aumenta.

Ainda assim não é muito barato entrar no Museu, custa cerca de 12€, sendo que todos os últimos domingos do mês a entrada é gratuita.
Confirme aqui os preços e o calendário.

Se tiver oportunidade, enfrente isto tudo, pois o interior da Capela Sistina faz com que tudo isto valha a pena.
No interior do museu existem milhares de exemplares de estatuetas com o sexo tapado ou simplesmente cortado, frescos magnificamente desenhados por artistas de renome como Bernini ou Michelangelo e uns jardins lindos por onde o Papa costuma passear.

Já no final da visita chegara á Capela Sistina, onde é expressamente proibido filmar ou tirar fotos, mas ficara concerteza com um ar estupefacto perante a beleza da capela.

O Vaticano é também conhecido pela sua Guarda Suiça, que protege a cidade há mais de 500 anos.
Por onde quer que vá em redor do vaticano, é possível encontrar os guardas, exclusivamente suiços, vestidos com o rigor que os fatos criados por Leonardo Da Vinci impõem.
Se quiser ser um deles, não basta comprar um fato de carnaval.






Aqui os Guardas Suiços a saudarem o português D.José Policarpo








Fontes

Roma, sendo uma cidade mediterrânica pode ser bastante quente no verão dificultando ao turista a visita da cidade nesta altura do ano.
Mas relaxe, compre uma garrafa de água e aproveite para se refrescar nas variadíssimas fontes espalhadas pela cidade.
Algumas são bastante conhecidas e outras nem tanto, mas uma coisa é certa se decidir sentar-se na beira de uma e aproveitar para se refrescar ninguém lhe vai dizer que não pode (só se decidir ir para dentro da fonte, aí pode ter alguns problemas com a policia).
Das dezenas de fontes existentes destacamos de seguida as mais importantes e mais históricas.

Começamos pela Fontana di Trevi.


Encontra-la não é fácil já que se encontra no meio de várias ruas bastante estreitas mas se fizer o percurso a pé é fácil ouvir o barulho da água e das pessoas.
A partir da Piazza Venezia são cerca de 5 minutos a pé.
Quando chegar lá não se admire se não conseguir encontrar sitio para se sentar.
Fica numa praça bastante recôndita e a fonte é de grandes dimensões (25.9 metros de altura e 19.8 metros de largura), sendo no entanto um local perfeito e bastante fresco para relaxar.
É nesta fonte que o turista atira uma moeda para a água.
Reza a lenda que se atirar uma moeda com a mão direita sobre o ombro esquerdo o seu regresso a Roma está garantido.
Com esta brincadeira todas as semanas são recolhidos mais de 3000€ que posteriormente são usados para ajudar os romanos mais carenciados.
Mas não se admire se enquanto estiver na fonte vir pessoas de bengalas de metal com imans na ponta a apanhar moedas da fonte.

Outra fonte que não pode deixar de tirar foto está na Piazza Navona, a Fonte dos Quatro Rios.
Foi criada por Bernini, um dos artistas preferidos do Vaticano.




Nesta fonte estão retratados o Rio Nilo (África), o Ganges (Ásia), Danúbio (Europa) e o Rio de Prata (América).


Nesta praça existem duas outras fontes mas esta é a mais conhecida.

Reza a história que as figuras que retratam os rios evitam o olhar para a sua frente e que algumas têm uma expressão de desprezo já que à sua frente se encontra a Igreja Santa Agnese que foi desenhada por um rival de Bernini.

Continuando com a obra de Bernini dirija-se ate à Piazza del Popolo (Praça do Povo) que fica a 10 minutos a pé da Escadaria da Piazza di Spagna (pela Via del Corso) e mesmo em frente á igreja de Santa Maria del Popolo encontra a Fonte dos Leões.
Nesta fonte podem ser visto 4 leões que brotam água pela boca.
No centro da praça existe um obelisco que o Imperador Augustus trouxe para Roma que completa a fonte.


Ao lado desta fonte nesta mesma praça encontra-se Fontana della Dea Roma onde se vê a deusa Roma armada com uma lança e um capacete, é acompanhada pelas estátuas de Tibre e de Aniente e pela loba que alimenta os gémeos Rômulo e Remulo.

A Piazza del Popolo é hoje mais um sitio para relaxar e apreciar o estilo de vida dos romanos.
Mas já foi em tempos a porta de entrada em Roma para os visitantes de outras paragens, pois muitos caminhos da cidade, como ainda hoje acontece, vinham dar aqui.
As duas igrejas romanas muito famosas e quase gémeas ficam nesta praça.
A S. Maria di Montesanto (esquerda) e a S. Maria dei Miracoli (direita) foram desenhadas por Carlo Rainaldi mas devido ás dimensões as torres do topo da igreja não puderam ser iguais.


Experimente andar num dos muitos autocarros que partem daqui e só têm 6 lugares sentados, pois necessitam ser pequenos para entrar nas vielas romanas.

A Piazza de Spagna é outro local que não pode falhar quando visitar Roma.
É mundialmente conhecida por ser na sua escadaria que anualmente se realiza a Moda Roma e deve o seu nome á localização da embaixada espanhola que aqui se encontra.
É um dos locais mais famosos e visitados de Roma.
Também por isso outra fonte que destacamos encontra-se no fundo da Escadaria da Piazza de Spagna e chama-se Fontana della Barcaccia.
Tem a forma de um barco a afundar-se.


Foi construída pelo pai de Bernini e segundo a lenda serve para recordar uma barca que o Rio Tibre trouxe até aqui quando transbordou no século XVI.


Compras

Se gosta de faxer compras veio á cidade certa.
Os italianos por tradição são muito consumistas.
Ah quem diga que eles só vivem para trabalhar, comer e comprar.
Em redor desse ideal existem muitos locais que lhes permitem abastecer-se diariamente.
Se procura exclusividade, então vai até á Piazza di Spagna e desça a Via Condotti.
Encontrara, nesta rua muito movimentada, classe para todos os bolsos e gostos.



Lojas como Dolce&Gabbana, Gucci, Prada, La Perla, Giorgio Armani, Dior entres outros tem aqui a sua sede.


Se percorrer esta rua até ao final chegara a Via del Corso, uma rua comercial tipicamente europeia, onde só circulam os transportes públicos e é possível comer, vestir ou comprar diversas marcas mais acessivéis como Zara, Diesel ou Benetton.
Um pouco mais afastada daqui está a Via Veneto, símbolo da Dolce Vita Romana e sede dos melhores hotéis da cidade.
É aqui que tem de ir para comprar um Rolex.

Os mercados também ocupam o seu lugar em Roma.
Um dos mais conhecido é Campo di Fiori.


Acontece diariamente na praça com o mesmo nome.
Neste mercado, como diz o nome, o produto principal são flores mas também pode comprar produtos alimentares ou outro tipo de coisas.
Aqui exitem diversas bancas que vendem os ingredientes que compõem os famosos molhos italianos, por sinal a preços bastante acessíveis (entre os 2€) pode trazer para casa uma parte do segredo da comida italiana.
O mercado dura até por volta das 13h30, hora que os comerciantes começam a arrumar as bancas e a rua começa a ser limpa.
Nesta praça encontra também vários emigrantes que vendem as famosas falsificações de grandes marcas internacionais, desde malas, carteiras, relógios, etc.
São excelentes copias e não se esqueça de regatear o preço. Não se admire porém que quando esteja a fazer negócio, o vendedor desapareça misteriosamente.
È sinal que os Caribinieri se aproximam.
Após a hora de almoço a praça fica um local calmo onde pode relaxar numa das várias esplanadas e quiçá, se assim o quiser, jogar um pouco de futebol com os miúdos que aí se concentram a meio da tarde.
Á noite é mesmo o lugar ideal para tomar um Cappuccino.

Outro mercado romano conhecido é o de Porta Portese.
Apanhe um autocarro em direcção ao Largo Argentina e aí apanhe uma espécie metro à superfície e saia na Via Portuense.
Este mercado realiza-se todos os domingos de manhã. A hora ideal será chegar antes das 9horas onde a confusão não é tão grande e assim encontra os melhores produtos. Termina por volta das 13h.
Aqui vai encontrar desde produtos novos, falsificações, produtos em 2ª mão e antiquidades. Durante a II Guerra Mundial este local era conhecido como o mercado negro.
Facilmente comparável com a nossa Feira da Ladra ou da Vandoma.
Tenha bastante cuidado com a carteira já que como é um local bastante turístico existem vários carteiristas.


Fique com o Mapa do centro da cidade que lhe permite situar os locais a visitar.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Alojamento em Roma

Existem 3 boas opções de tipos de locais onde ficar alojado em Roma dependendo do tipo de pessoa que é e de quanto está disposto a gastar.

Uma boa opção, para os apaixonados pela natureza, com uma excelente relação qualidade/preço recai sobe o campismo, nomeadamente o Plus Camping Roma, onde a preços bastante acessíveis consegue descansar e ter óptimas condições de higiene e limpeza que normalmente não existem nos campismos.
Aqui pode escolher entre alugar uma tenda, casas, chalés ou levar o seu próprio equipamento (tenda ou caravana) a preços que variam dos 10€ a 25€ por pessoa por dia.

Este campismo tem bar com animação nocturna (caso não se queira deslocar ao centro da cidade), barbecue, campo de volley, 2 piscinas e 2 jacuzzis para se refrescar.
Tem também vários balneários espalhados pelo recinto com lavandaria e sempre muito limpos.

Em frente ao campismo existe um hipermercado, o Panorama, onde pode comprar os ingredientes para as suas refeições e quiçá aproveitar para fazer um churrasco.
Mesmo em frente ao campismo tem uma paragem de autocarro que lhe permite chegar ao centro em menos de 15minutos (quando não há trânsito já que durante o dia o tempo de viagem pode ultrapassar a 1hora para percorrer os cerca de 6 Km de distÂncia até ao centro), ou se preferir um ambiente mais tranquilo pode viajar na camioneta privada do campismo que sai de lá todas as horas certas e sai do centro de Roma (Cipro-Museu Vaticano) todas as meias horas por 1,5€ ida e volta.
O único senão do campismo (fica depois da última estação a oeste da linha A-Batistini) é que não fica a uma distância passível de percorrer a pé do centro daí que se quiser aproveitar a vida nocturna romana, (após a meia noite terminam os transportes públicos), terá de usar o taxi para regressar a casa.

O Plus Camping de Roma também providencia transporte do e para o aeroporto por 10€ por pessoa (recomendamos para quem não conhece a cidade), só precisa de avisar com 48 horas de antecedência por email e mostrar o papel da reserva ao motorista que o for buscar.

Se prefere o conforto de uma cama, o Alice in Wonderland oferece-lhe isso e muito mais.

Extraordinariamente bem localizado, a poucos minutos a pé do Coliseu, fica no último andar de um edificio do Século XVIII recentemente renovado e com uma decoração fantástica.

Por 45€ por pessoa, oferecem televisão por cabo, mini bar, serviço de quartos internet wireless, casa de banho privativa, ar condicionado e pequeno almoço.
A aéra comum a todos os hóspedes possui uma agradável lareira para os dias mais frios e nos dias mais quentes pode usufruir dum terraço excepcional onde pode até bronzear-se.
É ainda possível alugar uma bicicleta ou mota directamente no hotel.
De destacar a limpeza do hotel bem como a segurança do quarto.

Uma opção mais económica e igualmente viável é o Hotel Arcadia, um três estrelas situado perto da estação de Metro de Anagnina (Linha A), a 20 minutos do centro de Roma.


Um quarto para duas pessoas fica por cerca de 50€/60€ (dependendo da epóca) por noite, para os dois, já com pequeno almoço.


Fica numa zona comercial e é muito fácil de encontrar.
Além do mais possui uma recepção aberta 24 horas, o que facilita a quem chega de noite a Roma.

Aceite a nossa sugestão e evite os hoteis ou pousadas próximos do Termini, pois para além de se situarem numa zona perigosa, a falta de qualidade e de limpeza está quase sempre presente, com raras excepções.