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domingo, 23 de dezembro de 2007

O que Ver em Veneza


Veneza é das cidades mais fantásticas que se pode conhecer e seria optimo se todos pudessemos visitá-la pelo menos uma vez na vida.
O que vamos descrever abaixo não é tanto os locais que tem de visitar, mas tão pouco os locais que vai acabar por encontrar.





Se tivessemos de escolher todos os sitios que valem a pena conhecer na ilha não seria possível descreve-los em tão pouco texto.
Fique então com uma pequena descrição de alguns locais de excelência da maravilha italiana.






Veneza é uma cidade que pede para se perder nas ruas , seguir as pessoas, comprar souvenirs, comer bem, desfrutar da paisagem...
Claro está que existem pontos fulcrais que não pode perder tais como a Ponte do Rialto, a Praça de São Marcos, o Palácio dos Doges e o Grande Canal.

Mas isso são coisas que são impossíveis de perder.

Todas as ruas têm indicações para o Rialto e para São Marcos, tal como a fotografia demonstra.
É muito fácil percorrer as labirínticas ruas da Serenissíma e chegar aos sitios mais afamados..um pouco como "todos os caminhos vão dar a Roma", em Veneza todos os caminhos vão dar ao Rialto ou a S.Marcos.


As ruas talvez por serem pequenas ou como reflexo dos milhões de visitantes que Veneza recebe por ano estão quase sempre apinhadas de gente e nem sempre é fácil voltar a um local onde vimos algo especifico à venda ou algo que nos fez dilatar as pupilas.

A nossa recomendação é que compre de imediato aquele objecto que o maravilhou pois apesar de não ser uma cidade grande é também algo confusa e pode não voltar a encontrar aquela ruinha onde tinha algo que quis comprar mas pensou que podia fazê-lo mais tarde.
Tirando os locais de culto e reconhecidos como atracções principais, todos os outros locais podem ser dificeis de revisitar a não ser que tenha uma memória de elefante e um gps no bolso.


Ao contrário do que os guias dizem Veneza não é uma cidade cara, antes pelo contrario, por isso vá preparado para comprar souvenirs fantásticos a preços muitas vezes reduzidos.







Uma máscara veneziana pode rondar os 20€ numa banca de rua.





Claro que se quiser uma máscara especifica ou “diferente” então tem de comprar numa loja especializada, como a Ca' del Sol ou a Bottega dei Mascareri (mesmo no centro do mercado do Rialto) que fizeram máscaras para o filme Eyes Wide Shut e outros filmes de Hollywood cujos preços ascendem os 80€.

Mais cara ou mais barata, compre..É uma excelente recordação e marca da cidade, um souvenir bastante popular e pode tão cedo não voltar a Veneza. Se acabar por não comprar vai certamente mais tarde arrepender-se.

Vá por onde for é uma questão de tempo até encontrar o Grande Canal.


O Grande Canal circunda toda a ilha de Veneza mas é atravessado por apenas 3 pontes: a Rialto, a Accademia e a degli Scalzi, e está uma quarta a ser construída logo à saída da Ferrovia de Santa Lucia que a liga directamente à Piazzale de Roma - A Ponte di Calatrava.

Depois claro que existem centenas de pontes minúsculas que atravessam os pequenos canais que banham a ilha.

O Grande Canal, a “auto-estrada” veneziana, é mesmo muito grande, tem cerca de 4km de comprimento, cerca de 70metros de largura e aproximadamente 4,50m de profundidade sendo apenas um dos 177 canais que atravessa a cidade. Começa na Piazzale de Roma e termina na Piazza de San Marco.


Serpenteando pela cidade, nas suas margens podemos ver elegantes palácios, luxuosas gôndolas, ferries, lanchas-taxi, barcos da policia, barcaças com os produtos frescos do dia a navegar pelas águas nem sempre calmas do Grande Canal.

A meio do trajecto do Grande Canal vai encontrar a mais famosa das pontes venezianas, a ponte do Rialto.


A ponte do Rialto é o um dos "ex-libris" da cidade. Tem 28 metros de comprimento, 8metros de altura e foi construída em 1588. Os principais arquitectos do século XVI Miguel Ângelo, Sansovino e Palladio entraram em concurso público para a construção desta ponte. Todos eles perderam para António da Ponte.
Neste local anteriormente existiam 2 pontes, uma de madeira que ruiu pelo excesso de peso e mais tarde uma ponte levadiça que se abria para a passagem de barcos à vela com grandes mastros.


A ponte degli Scalzi, provavelmente a primeira ponte que verá se chegar de comboio à cidade, tem 40 metros de comprimento, está elevada a 7 metros de altura e foi construída em 1934 em pedra como objectivo de substituir uma ponte de ferro austríaca.

A ponte dell Accademia, a famosa ponte de madeira, foi construída em 1932 e foi considerada uma ponte temporária até que uma estrutura mais substancial fosse construída. Manteve-se até hoje a pedido dos habitantes.


A quarta ponte ainda a ser construída é a Calatrava que liga a Piazzale de Roma à estação de caminhos de ferro da cidade: Santa Lucia.

Uma outra ponte, famossissima pela sua história, não atravessa o Grande Canal mas toda a gente a quer fotografar.
Falamos de Ponte dos Suspiros.


Pode atravessa-la quando visitar o Palácio dos Doges e era por esta travessia que outrora os presos passavam das prisões adjacentes ao Palácio para o local da sua execução.
Reza a história que o seu nome deve-se aos suspiros que os presos davam quando viam pela última vez o céu e o mar de Veneza.


A atracção principal de Veneza é sem dúvida a Piazza de San Marcos.
Uma das mais bonitas e requintadas praças europeias de gigantesco movimento e concentração de pessoas.

É aqui que vai encontrar a Basílica, o Campanilo, o Palácio dos Doges, a Torre dell'Orologio, as Colunas de San Marco e San Teodoro, a Procuratie Vecchiae e Nuove, a Piazzeta, o Cafe Florian (conhecido por ser o primeiro café da Europa) e onde pode sempre comprar uma saca de milho por 1€ e alimentar os pombos, para tirar aquela foto turistica frequente.


A Basílica de San Marcos é um magnificente edifício bizantino que domina a Praça e foi construído para mostrar o poder da República Veneziana e para guardar o túmulo de São Marcos. Sendo utilizada como a capela do Doge, realizaram-se aqui coroações, enterros e procissões, luxuosamente emoldurados por mais de 4000 metros quadrados de mosaicos, tesouros orientais e 500 colunas que remontam ao século III.

Prepare-se pois irá deparar-se com uma fila gigante para entrar e depois ser barrado à entrada pois não se pode entrar com mochilas e sacos na Igreja. Antes de se colocar na fila veja o mapa que se encontra no início da fila onde pode guardar os seus pertences. Preste também atenção à indumentária pois pernas e ombros à mostra não entram.

Se não quiser perder tempo na fila e se não viaja sozinho então entre à socapa e passe à frente de toda a gente. Deixe alguém de guarda com as mochilas e entre na Igreja como se já tivesse estado na fila e tivesse ido guardar os sacos. Existe uma entrada especial paralela à fila principal que não tem fila.
Não é muito bonito mas pode ser necessário.

Confira aqui os horários pois variam conforme a altura do ano e o preço das visitas ( a visita somente à Basílica é gratuita).


Dentro da Basílica pode ainda ver, na fachada ocidental (exterior) uma sucessão de cúpulas, arcos, colunas, estátuas de mármore e azulejos que data desde o século XIII e ainda o magnífico altar com jóias incrustadas feito em Constantinopla em 976 (e que entretanto já sofreu aumentos), conhecido como Pala d’Oro.
Olhe para cima e admire a Cúpula de Pentecostes onde os mosaicos ilustram a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Diz-se que foi a primeira cúpula a ser ornamentada com mosaicos.
Pago à parte visite o Tesouro, onde pode ver obras desde os tempos medievais e onde poderá ver pedaços da Cruz de Cristo.









A imagem do Café Florian, o primeiro café da Europa e um dos mais requintados cafés em todo o mundo.







Outro local que tem de visitar e disfrutar das vistas que oferece é o Campanilo ou a Torre dos Sinos.
Encontra-se também na praça de São Marcos (em frente à Basílica) e é impossível não ver pois é o edifício mais alto da ilha, tem 98,6metros de altura.

Outrora um farol, salão de tortura e torre de vigia foi construída em 1514, porém o edifício que presentemente subimos é uma reconstrução, pois a original caiu em 1902 após o grande terramoto que abalou Veneza.

Prepare-se também para uma fila enorme para entrar e não se preocupe pois a subida faz-se num elevador até ao topo. A entrada custa 6€ e pode ficar o tempo que quiser no interior.
45 minutos chegarão para se fartar mas é visita obrigatória dada a paisagem que oferece.

Em baixo uma foto tirada do topo a provar que vale a pena a fila de espera.



Se a foto não o convenceu..então veja o vídeo...



Se quer visitar museus então dirija-se ao Palácio dos Doges que tem para si um cartão que vale 13€ (San Marco Plus) e que lhe permite a entrada num museu situado na Praça de São Marcos tal como o Palácio e um outro à sua escolha.
Atenção que se quiser uma visita guiada no Palazzo Ducale terá de pedir a visita com cerca de 1 semana de antecedência senão nada feito. Faça-o online.



A nossa sugestão, caso queira visitar o Palácio dos Doges é comprar o bilhete na véspera pois não terá de enfrentar a fila para entrar.

O Palacio dos Doges é uma construção que combina os estilos bizantino, gótico e renascentista e foi a casa oficial de 120 doges que governaram Veneza de 697 a 1797.
O Doge era uma espécie de Presidente da cidade que regulava os valores e morais dos habitantes venezianos. Foi também neste palácio que o famoso Casanova esteve preso. É possível visitar a cela onde a famosa personagem esteve "hospedado".


A Torre dell'Orologio fica do lado esquerdo quando de frente para a Basílica.
Esta torre de relógio tem duas figuras de bronze que dão as horas. No dia de Reis e da Ascensão em cada hora surgem as figuras dos três Reis Magos liderados por um Anjo. Reza a lenda que os artifícies desta obra foram cegados para que não a pudessem repetir.


Na direcção ao Palácio dos Doges, em frente ao Grand Canal irá encontrar 2 grandes colunas de granito em homenagem aos dois grandes patronos de Veneza: San Teodoro e San Marco. No topo destas duas colunas uma tem representada o leão de São Marco e a outra a imagem de São Teodoro.
Era neste local que eram feitas as execuções.


O Mercado de Rialto continua tão movimentado como antigamente. Há registos deste mercado desde 1097. A zona é também o coração histórico da cidade e os seus edifícios datam do século XVI devido ao grande incêndio no Rialto em 1514. No carnaval os donos das bancas competem com os seus trajes medievais e somente os novos toldos e as máquinas electrónicas denunciam a era moderrna.
Acontece todos os dias e prepare-se para se deliciar com as refrescantes bancas de fruta que quase o “obrigam” a consumir.


Aqui pode também comprar os souvenirs para levar para casa, comprar produtos frescos ou simplesmente sentir a aura veneziana.
Tenha é bastante cuidado com os seus pertences pois as ruas são bastante estreitas e não existe 1cm2 inocupado.


Se gosta de visitar museus então a nossa sugestão leva-o até ao Museu de Peggy Guggenheim.
Contem obras de cerca de 200 artistas contemporâneos desde o Cubismo, o Futurismo e o Surrealismo.

Esta colecção encontra-se no Pallazzo Venier dei Leoni, conhecido como o palácio inacabado pois a sua construção não passou do rés-do-chão. Para alem das obras de arte poderá passear pelo jardim e conhecer a casa de Peggy.
A forma mais pratica de chegar a este museu é através do vaporetto que tem paragem mesmo à porta mas se preferir atravesse a Ponte da Accademia e fica numa das ruínhas. (esperamos que entendam a nossa dificuldade em dar direcções mas de facto é bastante complicado dar uma localização exacta dos sítios pois muitas das vezes encontrávamos os locais por mero acaso ao deambular pelas vielas venezianas)


Destacamos ainda a ilha e a Igreja com o mesmo nome de San Giorgio Maggiore (talvez reconheça a imagem de alguma loja de marca nos centros comerciais portugueses), a igreja Santa Maria della Salute, a igreja Santa Maria Gloriosa dei Frari e San Patoleon.
A Igreja de San Giorgio Maggiore fica na Ilha de S.Giorgio Maggiore, mesmo em frente à Piazza de San Marco.
Aqui dentro irá encontrar dois quadros de Tintoretto, A Última Ceia e A Recolha de Maná e do alto do campanário pode desfrutar de belas vistas sobre a ilha de Veneza.
É também possível subir ao topo da sua torre por cerca de 5€.

A Igreja de Santa Maria della Salute é uma construção barroca que domina a entrada mais a sul para o Grande Canal. Mais uma vez aqui pode apreciar obras de Tintoretto e de Ticiano.


Santa Maria Gloriosa dei Frari fica na Ilha de Veneza, na zona de San Pólo, demorou 100 anos a ser construída e o altar demorou mais de 26 anos a ser terminado.
Aqui poderá visitar túmulos dos Doges e de artistas e ver inestimáveis tesouros artísticos.

Finalmente a última igreja que destacamos é a de San Patoleon onde poderá ver um prego da Cruz de Cristo.

Se quiser fazer uma pausa à sua viagem cultural ou acha que está demasiado calor para andar nas ruas de Veneza então meta-se num Vaporetto e passe um dia na ilha do Lido.


Conhecida como sendo o local onde todos os anos acontece o famoso Venice Film Festival é aqui onde os veraneantes decidem refrescar-se na frescura das águas do Mar Adriático, na zona das praias de Veneza.
Verá que vale bem a pena...

E quem nunca ouviu falar do vidro de Murano? Pois bem, fique a saber que está apenas a um vaporetto de distância de ver como se fazem as belas obras de arte em vidro ao vivo e a cores.



Embarque para a Ilha de murano e passe um belo dia visitando as fábricas e comprando esta arte milenar em vidro.





Antes de irmos recebemos várias opiniões sobre a cidade e ficamos algo espantados com relatos de ser uma cidade suja e de odor dificil.
A nível de cheiros só irá sentir aquele odor desagradável no momento em que é feita a recolha do lixo (e isso cheira mal em qualquer cidade do mundo) para além de que é momentâneo e precisa de ter muito azar para encontrar o barco do lixo. Os canais apesar de por vezes terem lixo a boiar e ser provável, embora não visível, a existência de ratos, que cidade não os terá?!

sábado, 24 de novembro de 2007

Como se deslocar em Veneza


Veneza não é uma cidade muito grande (45 minutos a pé devem chegar para atravessar a ilha desde a Piazzale de Roma até à Praça de São Marcos) nem de difícil orientação mas é labirintica o que nos pode trazer alguma confusão.

Para conhecer Veneza não deve existir melhor forma que fazê-lo a pé, já que nos permite liberdade de movimentos e paragens, para além de ser sempre a forma mais económica.
Em Veneza o encanto de conhecer a cidade a pé é deixarmo-nos perder e assim podermos observar mais facilmente o estilo de vida dos venezianos.
Veneza é uma cidade bastante pedonal e é possível encontrar imensas pessoas percorrendo a cidade a pé desde as 9h da manhã até pelo menos ás 23h.

A menos que esteja disponível para se perder imensas vezes por dia o ideal é que transporte consigo um mapa que pode comprar em qualquer quiosque à chegada à cidade por uns meros 3€.


Apesar da sinalização ser frequente e explícita para as principais atracções existem muitas ruinhas que lhe podem causar um ligeiro arrepio devido à pouca movimentação de pessoas e ao total isolamento de outras artérias principais.

Seja como for não se preocupe, pois os assaltos são muito pouco frequentes na cidade e o máximo que deverá acontecer é cruzar-se com outro turista perdido, achado numa viela.
É também provável que se meta por ruinhas que à frente vai verificar que não tem saída...
De qualquer das formas perdido ou não todos os caminhos deverão ir dar à Praça de São Marcos.



Percorrer a cidade a pé permite-nos parar para molhar os pés no adriático e observar com tranquilidade o cruzar das gondôlas.
É ainda demasiado frequente encontrar fontes de água sempre potável e encher a nossa garrafinha de plástico.
Os venezianos orgulham-se de terem fontes de água limpissíma e de confiança, sempre fresca, espalhadas pela cidade.



Para uma melhor orientação clique no mapa em baixo para ampliar e imprima para levar consigo na sua jornada em Veneza, já que este mapa oferece-lhe uma vasta ideias das casas de banho, todas a pagar (pontos a amarelo) dos supermercados (pontos a vermelho) e dos espaços verdes existentes (pontos a verde).

Apesar de ser a pé a melhor forma de conhecer a cidade existem outras possibilidades, até mesmo para quem queira conhecer outras ilhas da laguna, e aí o "Vaporetto" ganha destaque.
O Vaporetto é o nome do barco de transporte colectivo que se utiliza em Veneza e é quase a forma mais barata de flutuar nas águas de Veneza.
A companhia italiana que os gere é a ACTV.

Muito se tem dito sobre os preços praticados pelos bilhetes de Vaporetto, mas uma vez mais o Europe Calling vem trazer a certeza sobre os preços destes barcos aquáticos.

Para começar o tempo ideal para conhecer Veneza serão 3 a 4 dias, não mais e se possível nunca menos.
Durante este tempo tente estabelecer os dias em que vai utilizar o barco e dias em que só vai andar a pé, poupando assim desta forma.
Por exemplo experimente andar o primeiro ou os primeiros dois dias a pé a conhecer a cidade e a explora-lá da melhor forma possível. Provavelmente nos dias seguintes já sentirá algum cansaço e então aí aproveite para comprar o passe para utilizar o Vaporetto e conhecer as ilhas vizinhas como o Lido (palco do Festival de cinema de Veneza e das praias) ou Murano (famosa pelo fabrico de peças de vidro).


Em relação aos preços, "navegar" por Veneza não é nada barato.
Um bilhete de 60 minutos permite-lhe usar o barco nos 60 minutos seguintes a ser comprado, com saídas pelo meio se pretender, para qualquer destino (excepto Alilaguna, Clodia e Fusina). No entanto numa nova utilização terá de seguir a linha do barco para a frente e nunca para paragens anteriores.
Este bilhete, permite o transporte gratuito de uma mala de 150cm, e custa 6€.

Os bilhetes podem ser comprados em qualquer quiosque da empresa junto das paragens.
Se por alguma razão não adquiriu o bilhete antes de entrar, peça um dentro do Vaporetto ao "marinaio" (marinheiro/cobrador).


Um bilhete turistíco de 12h é igual e obedece às mesmas circunstâncias do anterior, modificando apenas o tempo de utilização do bilhete.
Custa 13€ e é provavelmente o mais indicado para uma utilização diária em Veneza, pois das 9h da manhã ás 21h será suficiente para se deslocar no Vaporetto.

Os bilhetes seguintes são de 15€ (para 24h de utilização), 20€ (36h), 25€ (48h de utilização e a melhor opção para um fim-de-semana) e 30€ (72h).

Se for um jovem entre os 14 e os 29 anos talvez seja melhor comprar o Rolling Venice Card, um cartão que lhe oferece alguns descontos e que pode apenas ser comprado em Veneza, que custa somente 4€ e lhe permite comprar um bilhete de Vaporetto de 72h por apenas 18€, uma vez na posse deste. É um desconto significativo de 7€ (o preço normal é de 25€) e permite-lhe ainda obter descontos noutras coisas.

Se está a viajar em grupo de mais 20 pessoas (mais vantagens ainda se com mais de 65 anos) está também previsto um desconto para a linha Nº1 (desde a Piazzale de Roma até S.Marcos).
Saiba mais aqui.

Existem ainda duas possibilidades de adquirir um cartão de descontos em Veneza.
O Venice Card Blu e o Venice Carde Orange.
Ambos são caríssimos e ficará sempre ao seu critério a utilidade da sua compra.


Quanto aos barcos podemos afirmar que são verdadeiras traineiras, muito antigos e sempre com imensas pessoas no interior, ao estilo da imagem que temos em países como a Indonésia ou algo semelhante.
A entrada para o Vaporetto faz-se num cais instável mas seguro e numa verdadeira jogada de sorte. A maior parte dos turistas tem medo que os Vaporettos esgotem e não haja nenhum a seguir.
A frequência destes barcos variam em função da linha, mas a mais utilizada, para S.Marcos, deve existir de 10 em 10 minutos.
A abordagem ao cais é também algo brusca mas sempre feita em segurança.
Não se espante se vir um cais a ser transportado por um barco reboque.
É provavel que tenha de ser sujeito a manutenção.


Em jeito de recomendação e dado que é bastante difícil usar o Vaporetto com muito espaço à sua volta tenha sempre os seus bens vigiados e nos bolsos interiores da roupa ou a mochila bem fechada.
Como em todas as cidades existem individuos que só entram no transporte para "furtar".

O elevado preço dos bilhetes, do mais utilizado transporte público de Veneza, permite-nos erradicar qualquer ideia de ficar hospedado em alguma das ilhas á volta de Veneza pois irá concerteza afectar o seu orçamento.


Se vai a Veneza não vai querer perder a oportunidade única de andar de Gõndola.
A Gôndola é a forma mais elegante e dispendiosa de conhecer a cidade.
A maior parte das pessoas que sonha ir a Veneza preenche o seu imaginário com um passeio neste impressionante meio de transporte.
As Gondôlas são exactamente como todos as imaginamos mas com mais excelência e luxo.

Inicialmente projectadas como modo de vida entre os habitantes é hoje sinónimo de riqueza entre os seus utilizadores. Outrora milhares, são hoje pouco mais de algumas centenas as que perduram nos canais.
As Gôndolas são feitas de 8 diferentes tipos de madeira e compostas por 280 peças.
Cabe ao dono de cada uma decora-la ao seu estilo, porém terá sempre de manter a sua cor exterior preta.
É extraordinariamente difícil obter a licença para se conduzir uma Gôndola e apenas uma mulher em Veneza tem uma.


O preço base das Gôndolas é definido pelo governo da cidade e está fixado em 80€.
No entanto os "gondoleri" cobram sempre acima deste valor (nunca abaixo) e de nada servirá regatear.
Os turistas japoneses e americanos muito contribuem para os valores altos que chegam a ser cobrados por um passeio nestes barcos, pois aceitam praticamente qualquer valor que lhes é pedido, deixando assim pouca margem de manobra para turistas com os bolsos menos carregados.
Prepare-se para ouvir propostas dos "gondoleri" entre os 100€ e 150€ por um passeio de 45 minutos.
Este valor é válido para 2 pessoas, sendo que por 4 ou 5 pessoas o valor aumentará, mas aí também pode ser repartido por mais gente a pagar.
A partir das 20h as Gôndolas passam a ser mais requisitadas e são por isso também mais caras.

Se quiser uma viagem ainda mais inesquecível junte 200€ e terá um "cantante" na sua Gôndola a percorrer os canais consigo, enquanto impressiona com a melodia "That's Amore". Divinal.



Se não pode dar-se ao luxo de viajar sozinho ou só com outra pessoa numa Gôndola não desespere, pois a sua oportunidade ainda não está perdida.
Existem Gôndola Tours que por 35€ por pessoa permitem um passeio de cerca de uma hora na companhia de mais umas seis ou sete pessoas, na mesma Gôndola.
Pode reservar pela internet ou então junto á ponte do Rialto.


Se não tem ou não quer gastar tanto dinheiro numa gôndola, então vai adorar a opção "Traghetto".
O traghetto é um barco muito semelhante à gôndola mas que é utilizado para apenas fazer travessias entre uma margem e outra.
Como só existem três pontes sobre o Grande Canal (3.5km de comprimento) e nem sempre se está perto de uma ponte, usa-se o traghetto.
Uma viagem de traghetto dura cerca de 1 minuto mas também só custa 0.50€.
É a experiência mais parecida com uma g
gôndola, se bem com muita gente a bordo, mas também a forma mais acessível de circular nas águas venezianas.
Por vezes as travessias são tão curtas que as pessoas nem se sentam.
Existem sete paragens de traghettos em toda a cidade, procure-as.

O outro meio de transporte é o táxi aquático.
Imagine só, se em terra os táxis já são caros, quanto não custará andar num em plena Veneza.
Este meio é utilizado geralmente pelos executivos que chegam à cidade ou pelos clientes que vêm para ficar nos grandes hoteis e aconselhá-mos que se mantenha afastado de um se não quer dar cabo do seu orçamento.


De qualquer das formas tudo aqui se movimenta por água e mesmo o transporte de um doente, a celebração de um funeral ou o patrulhamento da polícia é sempre feito de barco.
Se calhar é por tudo isto que Veneza é uma cidade única...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Comer em Veneza


Bem vindos a Veneza e à sua maravilhosa cozinha italiana.
A cozinha italiana é conhecida por ser uma perdição e a comida veneziana não escapa ao lema.
Em Veneza vai puder comer tudo aquilo a que está habituado na gastronomia italiana, desde impressionantes pizzas até as habituais lasanhas passando pelos não menos famosos cannelonis.
Aqui também as "Pastas" são fabulosas.

Uma vez aguçado o seu apetite só tem de saber onde se dirigir para comer bem e barato. Sim porque em Veneza, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensam, é muito barato fazer uma refeição. É claro que se quiser sitios luxuosos e de preços altos também existem mas esses são ainda mais fáceis de encontar.

Vamos fazer uma pequena descrição de alguns dos sitíos que não pode perder numa refeição em Veneza.
Com estas dicas vai poder poupar tanto dinheiro que até se pode dar ao luxo de escolher um hotel melhor, sem exageros.
Mesmo que não aceite as nossas sugestões fica com uma ideia dos preços praticados na cidade.


Se quer provar o menu turistico com tudo a que o visitante tem direito então dirija-se para a Ponte Scalzi (uma das 3 únicas pontes que atravessam o Grande Canal) e à saida da ponte na direcção para a frente com destino a S.Marcos (na margem oposta à estação de comboios) irá encontrar a Trattoria "Pasta e Pizza".

Por apenas 14€ é possível comer um 1º Prato (geralmente uma massa), um 2º Prato ( geralmente um prato de carne) e para acompanhar salada ou batata frita, como preferir.
O preço inclui também o servizio ou coperto que é um valor que frequentemente se paga por fora para compensar o serviço de esplanada e a gorjeta.
Aqui é também possível experimentar pizzas individuais desde os 4.50€ e pastas desde os 5.50€.

Se está cansado ou simplesmente pretende uma refeição mais ligeira procure a Ponte dell Accademia e a cinco minutos a pé desse local, na direcção da Piazzale de Roma, vai conhecer o "take-away", Pizzaria Calda Pizza.
Tem umas pizzas magnificas preparadas na hora que vão desde os 6€ para uma individual (4 fatias) até à gigante (ainda maior que uma familiar, com cerca de 10 fatias gigantes) por 9€.


Se não quiser uma pizza inteira, aqui também vendem pizza à fatia por valores que rondam os 2€ e enquanto come pode sempre ficar a espreitar o Kebab a ser feito.



A Maravilha da alimentação em Veneza é o restaurante Brek.
Localizado numa zona de fácil acesso não tem como não encontrar este restaurante.

Decoração moderna, iluminação rica, espaço amplo e até com terraço para fazer as refeições é descrição bastante para este espaço localizado a 200 metros da Estação de comboios de Santa Lucia.
Esta verdadeira mina de preços baixos fica a face de uma das ruas com maior movimento de acesso à ponte Scalzi.


O Brek faz parte de uma cadeia de restaurantes espalhada um pouco por toda a Itália com o conceito de Buffet.
As refeições são preparadas no momento mesmo à nossa frente e não demoram mais de 2/3 minutos a ficarem prontas.
Durante o par de minutos de espera é ainda possível escolher saladas, sobremesas tipo de pão, bebidas, etc.

Os preços das refeições variam desde os incríveis 3.10€ por um prato de "Pasta al Pomodoro" (uma massa diferente todos os dias com molho de tomate estupendo) até ao "Piato Bis", onde se pode escolher dois tipos de massa diferente servidos num prato gigante.
A lasanha custa uns fabulosos 3.70€.




Na foto a "Pasta al Pomodoro" dá o exemplo do que pouco mais de 3€ podem comprar.




É ainda possível entrar para comer ou levar sandes fantásticas num horário praticamente "non stop".


"Piato Bis" com uma Acqua Frisante a acompanhar.

Não se esqueça..se estiver perdido encontre a estação de comboios e uma vez de frente para a estação escolha o seu lado direito. Dois minutos depois chegara ao Brek.
Conheça aqui um pouco o conceito do restaurante mais barato de Veneza.

Ainda localizado na zona de Santa Croce e junto ao Brek e a pouco mais de 150 metros fica a Pizzaria Ae Oche.
uma Trattoria jovem e moderna que promove muitas festas no seu interior.
Os preços são bastante acessíveis e os menus estão disponíveis online para que possa conhecer o que a Ae Oche tem para oferecer.
Podemos adiantar-lhe que os preços dos pratos vão desde os 5.50€ até aos 12/13€ e os preços das pizzas variam entre os 4.50€ e os 7.50 e dependendo dos ingredientes.


Se o seu mal é sede então sorria pois está numa das cidades mais refrescantes da Europa.
Em toda a cidade existem imensas barraquinhas com água de coco e copos gelados com pedaços de frutas para que possa manter o seu corpo longe da desidratação, muitas vezes causada não só pelo calor como também pelos passeios pedonais exagerados.


Além disso um pouco por toda a Ilha existem diversos supermercados com preços acessiveis e muitas bancas com sandes diversas espalhadas por todo o lado.
Mesmo na mais pequena e solitária viela habita um estabelecimento.


Prove um "envoltino" um tipo de pão que envolve os ingredientes que quisermos (o mais comum é tomate e mozarella).



Sempre que possa evite as mais movimentadas e também o comércio nas zonas de principais atracções como S.Marcos e Rialto, onde uma fatia de pizza ou um gelado pode custar o dobro de outros locais.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Alojamento em Veneza


Alojamento barato e bem no centro da ilha é algo complicado de arranjar.
Existem imensas opções mas todas rondam valores iniciais de 150€ para um quarto duplo, muitas das vezes sem pequeno almoço.
Verdadeiramente incomportável.
Um local que aconselhamos a ficar, se o seu orçamento é reduzido, se é jovem e quer conhecer pessoas de todo o mundo é no campismo.

Em Veneza existem imensos campismos.
Uns mais bem localizados que outros, se bem que todos fora da ilha, mas sempre com transporte para os clientes até ao centro de Veneza.
Os mais conhecidos são o Camping Fusina, o Camping Jolly, o Della Serenissima e o Alba D'Oro.

A escolha como pode testemunhar é muita, no entanto o melhor em termos de infraestruturas oferecidas, localização, preço e imagem no mercado é sem dúvida alguma o Alba D'Oro.
Este campismo pertence á companhia Plus, já abordada por nós em Roma, que está espalhada um pouco por toda a Itália.



Situado fora da ilha de Veneza este camping oferece diariamente e a partir das 9h da manhã até ás 22h30 um shuttle privado que nos deixa mesmo na Piazzale de Roma, o Terminal de camionetas e ponto máximo que qualquer carro pode ir.
A partir daqui tudo é água ou só passível de percorrer a pé.
Dura cerca de 20/25 minutos e custa 2€ cada trajecto.
Se pensa ficar aqui adicione 4€ diários ás suas despesas de alojamento para fazer o trajecto ida e volta para a ilha.

Se prefere transportes públicos existe mesmo em frente ao campismo uma paragem de autocarro, no entanto terá de efectuar diversas paragens até à ilha, corre o risco de não ter disponível lugares sentados e nunca se sabe as intenções de quem partilha o autocarro connosco.


O alojamento varia desde ficar na sua própria tenda ou caravana, ficar em tendas do campismo por 10€ por pessoa ou em casas (como na foto) cujos valores rondam os 40€ (valor por casa e para duas pessoas no máximo), mas que lhe permite poupar no repelente contra os insectos.
Este tipo de alojamento tem também casa de banho no interior, corrente eléctrica e ar condicionado.

Siga este conselho: por mais que queira poupar evite ficar em tendas no verão ou os insectos vão deixa-lo num estado miserável para além de que o calor é insuportável.
Existem ainda casas para 4 ou mais pessoas. Consulte o site do campsimo para saber mais.
Este camping oferece-lhe também um ginásio onde poderá manter a forma, uma piscina e 2 jacuzzis, supermercado e restaurante.
Tudo gratuitamente, sem qualquer valor acrescido!!!
Oferece também por 10€ por trajecto um shuttle do Aeroporto de Treviso para o Camping e vice-versa.
Basta informar o campismo por email 48h antes, que vai necessitar do serviço seja para a sua chegada ou partida a Veneza.


Se o campismo não lhe agrada e prefere ficar na Ilha de Veneza tem outras escolhas económicas à sua disposição, tal como a Pousada Santa Fosca.
Fica bem no centro da ilha, a apenas dez minutos da Ponte do Rialto e da Igreja de São Marcos.
Aberta toda o ano, excepto no Natal, esta igreja centenária está hoje convertida numa pousada aberta a qualquer pessoa.

Uma vez aqui chegado tem a possibilidade de optar por um dormitório, que consiste em camas no formato beliche num quarto com outras pessoas pelo preço de 19€ (17€ se tiver o Venice Card), ou por um Single/Duplo (como na foto) ao preço de 22€ (19€ com o Venice Card).
Estes preçõs são por pessoa e por noite.


Se a sua visita for no Verão saiba ainda que nessa época do ano existe uma cozinha aberta para todos os visitantes onde podem cozinhar as suas refeições, poupando assim mais alguns euros.

Existem ainda muitos espaços verdes onde pode descansar, ler um livro ou simplesmente estar em contacto com a natureza.
Um pequeno senão é que só pode reservar com uma semana de antecedência e por telefone directamente para Veneza.


Se quiser mais informações por email sobre como reservar faça-o aqui.
Se pretende ficar aqui alojado reserve mal possa pois fica lotado facilmente.


Mesmo perto da Piazzale de Roma (terminal dos autocarros) vire à sua direita, siga o Grande Canal e após alguns restaurantes irá dar à Pensione da Ivano.
Um local familiar que também tem um restaurante e cuja estadia custa 60€ em quarto duplo, sem pequeno almoço.
Não tem site e por isso se quiser ficar aqui tem de correr o risco de ir para Veneza sem alojamento.


É um risco sensivelmente controlado uma vez que a oferta é muita, no entanto será que a oferta disponível se enquadrará no valor que está disposto a pagar por um quarto? Pondere conhecer esta simpática pensão com um plano B de alojamento.
A localização mesmo na ilha é um factor a favor deste hotel e dificilmente conseguirá ficar com vistas para o canal por um preço inferior.
Se existir algo diga-nos!